"Este é o nosso país, esta é a nossa
bandeira, é por amor a essa pátria, Brasil,
que a gente segue em fileira”.

Advindos de todos os recantos destas "terras sagradas do sertão", reuniram-se nos dias 06, 07
e 08 no CTL em Caetité lideranças comunitárias, agricultores, presidentes de
associações, Sindicato da Agricultura Familiar, representações públicas –
vice-prefeitos, vereadores, secretários e conselheiros municipais-,
professores, movimentos populares, Levante Popular da Juventude, representante
do Colegiado Territorial Bacia do Paramirim, advogados, engenheiros, Pastorais
Sociais (CARITAS e Pastorais da Sobriedade, Educação, Criança, Migrantes),
CASA, AATR, padres, religiosas, bispos enfim, homens e mulheres trazendo a
história de suas lutas e conquistas, com a firme certeza de que “as alegrias e as esperanças, as tristezas e
as angústias dos homens de hoje, sobretudo dos pobres e de todos aqueles que
sofrem, são também as alegrias e as esperanças, as tristezas e as angústias dos
discípulos de Cristo; e não há realidade alguma verdadeiramente humana que não
encontre eco no seu coração” (GS, 1).

Neste contexto de rápidas mudanças sentimos, nos últimos anos, o
esfriamento dos segmentos eclesiais que muito se “acomodaram” ao confiar nas
representações do Estado como a um amigo, esquecendo-se da importância da continuidade
das lutas por novas conquistas. Por outro lado, não devemos deixar de
considerar o novo afã de desejo de mudança social com o levante popular
provocado pela sociedade, com destaque aos jovens, nas últimas manifestações,
como reaquecimento e indicador para todas as transformações sociais, com
democracia não somente representativa e sim, participativa, deixando “um alerta para a sociedade. Não é
mais possível negar os direitos e a participação dos cidadãos/as
invisibilizados/as (Carta Nacional Conclusiva da V
Semana).

Frente a estas indagações e acerca do Estado – para que e para quem? O
poder emana do povo e é exercido por meio dos seus representantes legais nos
Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, cabendo ao cidadão exercer o seu
direito de participação na construção de fato deste Estado democrático de
direito, em suas lutas sociais por/com políticas públicas.
Apresentando esse ensejo histórico, somos convidados, juntamente com tantas outras forças e organizações que visam o bem comum, a participar dos espaços de monitoramentos dessas políticas públicas, dos Conselhos municipais, das sessões das Câmaras de Vereadores, dos momentos de conscientização politica, tanto eclesial como em movimentos de iniciativas populares, de sindicatos, associações.
Observação: Esta carta está incompleta, quem quizer a carta completa entrar em contato com Eliana Fernandes.